quinta-feira, 16 de junho de 2011

EM AGOSTO QUATRO POR UM NA CIDADE DO PORTO

Em 2003, amigos com a mesma ideologia se uniram e gravaram um CD... Bem, esse mote parece clichê, e provavelmente você já ouviu essa história em algum lugar. Mas, por mais que pareça, não é o principal fato na formação da Banda QUATRO POR UM. Na época, Emerson Pinheiro (teclados e vocal), Marcus Salles (baixo e vocal), Valmir Bessa (bateria e percussão) e Duda Andrade (guitarra, violão e vocal) queriam muito mais do que tocar e cantar juntos: conduzir jovens e adolescentes a um compromisso sincero com Deus. E nada melhor que mostrar isso através do louvor e da adoração. Atualmente, em nova formação, com Bruno Santos (teclados) e Klev Soares (vocal) - Pr. Emerson Pinheiro e Marcus Salles não fazem mais parte da banda.

Os quatro rapazes já eram músicos profissionais há algum tempo. E conhecidos no mercado gospel por participação em CDs de vários cantores. Emerson Pinheiro, inclusive, como produtor musical e arranjador (assina sempre os trabalho de Fernanda Brum, sua esposa, como também do Voices). Por isso, estarem juntos não foi algo tão fácil, nem uma decisão tão simples, assim. Eles tiveram de abrir mão de alguns compromissos para dar inicio a este ministério em comum. Entrar em rotina de ensaios e apresentações fez com que muita coisa na agenda dos músicos fosse mudada. Em 2006, incluisve, devido aos muito compromissos, Emerson decidiu deixar a banda.

Na produção musical, todos os componentes do QUATRO POR UM  sempre participam ativamente. E essa filosofia democrática se mantém em todo o desenvolvimento do trabalho. Até mesmo no mais recente álbum UMA VOZ, que marca a estrea do novo vocalista e teve produção assinada pelo cantor e pastor Kleber Lucas. O som do grupo? Vamos lá... o estilo é pop, com guitarras e violões nos lugares certos; uma bateria dinâmica, mas sem exageros; teclados versáteis; e agora com um novo vigor no vocal com o Klev.

Em seu primeiro trabalho, QUATRO POR UM, destaque para as músicas 'Adorar a Deus', 'A Minha Esperança' e Amizade'. Outro detalhe é que todas as faixas são de autoria da própria banda, exceto 'Abre os Olhos do Meu Coração' , que é uma versão, e 'Guerreiro do Amor', de Pedro Braconnott (ex- Rebanhão). A banda também assinou a produção de seu segundo CD, DE VOLTA À INOCÊNCIA, e não se importou com modismos ou tendências para escolher o repertório, o único critério obedecido foi o direcionamento de Deus. E por isso, DE VOLTA À INOCÊNCIA apresenta uma grande diversidade de temas e ritmos.

Em 2006, veio o CD UM CHAMADO, com a nova formação da banda sem Emerson Pinheiro. A faixa título do CD fala do chamado de cada pessoa que serve a Cristo e da importância de seguir em frente, mesmo em meio aos problemas. O álbum recebeu, no final de 2007, Disco de Ouro certificado pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos).

Em 2008 o grupo lançou em meio a agenda cheia, com apresentações no Brasil e no Exterior, trabalho social com jovens, e um ritmo acelerado de trabalho, o CD Enquanto Houver Fôlego, quarto pela MK Music. Este trabalho chegou em clima de comemoração com a chegada do novo componente, o tecladista Bruno Santos que, além de tocar, também estreou como compositor com as canções 'Minha Razão' e 'Enquanto Houver Fôlego' - esta última, feita em parceria com Valmir Bessa (baterista).

E agora, em 2009, crendo que em Jesus Cristo somos mais que vencedores ontem, hoje e sempre, o Quatro por Um lança o CD HOJE, seu quinto álbum pela MK Music, comemorando sete anos de existência do grupo. Hoje é considerado por eles o CD mais maduro do grupo. "A gente tem sempre que crescer espiritualmente e musicalmente. Esse CD está mais no estilo do Um Chamado (lançado em 2006), com baladas muito legais, mas tem também o rock, que a gente gosta de tocar. Está muito bacana", atesta Salles, vocalista, contra-baixista do grupo e pastor de jovens da igreja Projeto Vida Nova de Campo Grande.

De acordo com o grupo, 99% das músicas que compõem o disco são deles, e não há versão desta vez. Em apenas cinco dias de estúdio, todo o esqueleto do disco estava montado e as bases gravadas. Tudo isso é resultado de muito trabalho e dedicação ao longo desses anos de estrada. "Ser banda não é fácil, porque são cabeças de quatro pessoas diferentes. Apesar de termos o nosso foco, e sabermos o que cada um faz na banda. Cada um tem a sua essência, tem a sua história na música", afirma Duda.

Em dezembro de 2010, UMA VOZ - o sexto CD da banda Quatro por Um pela MK Music - chegou às lojas. O álbum, marca uma nova fase do grupo com o retorno do tecladista Bruno Santos (ficou um ano fora da banda) e a estreia do novo vocalista, Klev Soares. Para todos os integrantes, Klev chegou para somar. "Ele tem um testemunho lindo, uma vida cheia de experiências com Deus. Klev é dono de uma belíssima voz também, tudo que canta fica bonito, é um cara super musical", atestam. Pra quem não sabe, Klev viveu um milagre, praticamente ressuscitou após contrair leptospirose e ser desenganado pelos médicos.

Além do novo vocalista, fato que faz uma grande diferença no trabalho da banda, outra característica no CD Uma Voz que deve ser destacada é a inclusão de um grande nome na produção musical: Kleber Lucas, que assina os arranjos em parceria com o Quatro por Um. O trabalho fluiu em clima de muita amizade, companheirismo, mas principalmente, profissionalismo. Com essa soma de talentos, o resultado não poderia ser melhor. “Foi muito bom trabalhar com o Kleber. Ele é uma pessoa incrível e um músico completo. Fez uma produção de excelência, com total dedicação ao projeto, preocupando-se com os mínimos detalhes. Realmente o Kleber mergulhou de cabeça nesse CD”, afirma a banda


Pastoras lésbicas querem fazer 'evangelização' na Parada Gay de SP

 Lanna Holder e Rosania Rocha dizem que movimento perdeu o propósito. Organização diz que evento continua reivindicando direitos humanos.Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para "evangelizar" os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”
As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.
Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”
Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”
Negação e aceitação da sexualidade
As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.
“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.
A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”
Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.
Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.
Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

As informações são do G1.


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