segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Muçulmanos criam rádio evangélica falsa para caluniar cristãos.

Uma organização cultural chamada Haghighat-e-sabz-e-Gilan (A verdade verde de Gilan) está organizando uma série de conferências na região de Rasht, no Irã, chamada “A Jornada do cristianismo ao islamismo”.
Segundo a agência de notícias cristãs Mohabat News, essa é uma organização recém-formada, liderada por Mohammad-Reza Mahboob. Em entrevista a um site islâmico, Mahboob descreveu o objetivo de seu grupo assim: “nossa organização cultural foi formada para identificar os principais ensinamentos religiosos sobre o Islã e o Cristianismo e ser sensível às questões religiosas”.

Na província de Gilan, em especial, há registros de um grande número de jovens interessados em questões relacionadas à vida no Ocidente, incluindo a religião. Assim surgiu a ideia de uma série de conferências que mostrariam testemunhos de cristãos que teriam se convertido ao islamismo, pessoas familiarizadas com a Bíblia.

O que primeiro chamou atenção é que as conferências receberam o apoio do Gabinete da Cultura e Orientação Islâmica da província de Gilan e do Escritório de Propagação do Seminário Islâmico de Qom. Isso seria um absurdo em outros tempos, afinal o Irã não possui liberdade religiosa. Mas o tema das palestras será a superioridade do Islã em relação ao Cristianismo.

Um dos pontos mais importantes do discurso de Mohamad Reza-Mahboob foi o anúncio da criação de uma estação de rádio pela internet batizada de “A Voz de Cristo”. O propósito da emissora seria responder a perguntas sobre o cristianismo. Eles desejam atingir todos os países de língua persa, incluindo o Irã, o Afeganistão e o Tajiquistão. Os programas também serão transmitidos com dialetos de Gilaki (do povo de Gilan) e o Taleshi (língua do povo do noroeste do Irã).

A escolha da cidade de Rasht chamou atenção de ministérios cristãos que atuam no Irã, por ser esse o local de nascimento do pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte este ano por ter se convertido a Cristo. Não está claro até que ponto a pressão internacional sobre o Irã e o apoio internacional para a libertação do pastor Nadarkhani levaram autoridades iranianas a tentar criar uma atmosfera de liberdade com tais conferências.

O objetivo principal da iniciativa parece ser reforçar o prestígio do Islã na região e reduzir o efeito negativo da publicação de notícias sobre a possível morte de Nadarkhani. Há uma fraqueza percebida pela República Islâmica a este respeito naquela região.

A aversão ao Islã entre os jovens tem crescido no Irã e as autoridades da cidade de Rasht encontraram agora uma oportunidade de ensinar o que quiserem e tentar mostrar que existe liberdade e tolerância religiosa.

Chama atenção o fato de a República Islâmica estar gastando uma grande quantidade de dinheiro para combater a difusão do cristianismo entre o povo iraniano, sobretudo os jovens. Usar o nome de Cristo mesmo em meio a uma luta aberta contra o cristianismo é claramente uma tentativa de enganar aqueles que estão sedentos de ouvir e conhecer a verdade sobre Jesus.

Certamente nas transmissões surgirão ideias falsas a respeito de Cristo e de seus ensinamentos. A estação de rádio é apenas mais uma tentativa de calar as vozes que se levantam contra o regime muçulmano, mas a denúncia já foi feita pelos cristãos do Irã. Eles desejam esclarecer que nada tem a ver com tal iniciativa e pedem orações para que essa “semente ruim” não prejudique seu testemunho.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Mohabat News

Católicos e muçulmanos denunciam tentativas de eliminar a fé na Europa

Cada vez mais as pessoas religiosas parecem ser mal vistas na sociedade europeia, em grande parte indiferente à fé. Seja com acusações de antissemitismo, cristianofobia, islamofobia ou blasfêmia, alguns países, como a França, parecem estar diante de uma encruzilhada, que pode alterar os rumos e o seu futuro.
Antigamente as reclamações de perseguição eram comuns apenas entre judeus. Agora, os católicos também têm procurado fazer sua voz ser ouvida. Eles irão realizar dia 9 de novembro em Paris, um encontro para debater o tema “O cristianismo ainda tem lugar na Europa?”.

A iniciativa é da organização Aide à l’Eglise en Détresse [Ajuda à Igreja que Sofre], que é reconhecida pelo Vaticano e se dispõe a apoiar os cristãos perseguidos, especialmente em países de maioria muçulmana. Esse dia de reflexão pretende mostrar ao mundo “as discriminações sofridas por cristãos e a rejeição do cristianismo em toda Europa, onde a fé cristã e a Igreja são constantemente ridicularizadas ou ostracizadas”.

O diretor da organização Marc Fromager, afirma que esta é uma tentativa de promover a liberdade religiosa. Para ele, a Europa está renegando sua cultura e sua história. “A cristianofobia também toca ao Ocidente”.

Recentemente denunciado pelo papa, o risco de “marginalização do cristianismo” no Velho Continente resultou na criação de um “Observatório Europeu da Intolerância e da Discriminação contra os Cristãos. Seu propósito é chamar a atenção para a “proibição de símbolos religiosos em espaços públicos, e combater os estereótipos negativos na mídia”. Não são apenas judeus e muçulmanos que percebem ter seu direito de crer ameaçados.

O antropólogo das religiões Malek Chebel afirma que no século 21, não faltam hipóteses para explicar as atitudes assumidas por grupos religiosos há algum tempo. Seu desejo, explica ele, é estabelecer “fronteiras ‘intransponíveis’ e responder todo ataque com um contragolpe”.

Recentemente a França teve mostras claras desse processo. Católicos revoltarem-se e protestaram durante vários dias contra um espetáculo teatral em Paris que sujava a face de Cristo. Depois de ter anunciado uma edição com a imagem do profeta Maomé na capa, o jornal Charlie Hebdo teve seu escritório incendiado e seu site invadido “em nome de Alá”.

“A reabilitação dessa noção de blasfêmia pode parecer anacrônica para os não religiosos, um grupo cada vez mais numeroso. Porém, historicamente o blasfemo era necessariamente um fiel”, explica Olivier Bobineau, sociólogo das religiões. “Hoje, denunciar uma blasfêmia é apenas um meio para que os religiosos lembrem-se da importância do sagrado”.

Mas e quando a motivação tem razões erradas ou duvidosas? Os muçulmanos são enfáticos em alegar que a representação do profeta do Islã é uma ofensa, uma blasfêmia. “Não está escrito em nenhum lugar do Alcorão que essa representação é proibida”, lembra Chebel, que também é tradutor do Alcorão. Para ele, todo grito de blasfêmia também é “um grito de adesão das pessoas que se sentem diminuídas ou amaldiçoadas”.

O padre Herve-Pierre Grosjean provocou um debate acirrado na blogosfera católica, ao comentar os protestos contra a peça Sobre o conceito do rosto do Filho de Deus. Ele escreveu “Tendo se tornado agora uma minoria na sociedade francesa, os católicos não aceitam mais sofrer diante de um denegrimento que era suportável quando eles eram maioria”.

A comunidade muçulmana também está inquieta. O Coletivo contra a Islamofobia na França (CCIF) realizou um congresso que reuniu centenas de pessoas dia 30 de outubro. O seu objetivo declarado era “decretar um estado de emergência perante os recentes atos islamofóbicos”. O Conselho Francês do Culto Muçulmano anunciou para dezembro um balanço desses atos e pretende continuar denunciando regularmente o “clima antimuçulmano” que vive a Europa.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Islamophobia e Le Monde

.