quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pastor torna-se sem abrigo

O pastor Thomas Keinath, da megaigreja Calvary Temple, localizada em Wayne, New Jersey, abandonou bandonou o púlpito de sua congregação, que reúne mais de 2000 pessoas a cada domingo. A Calvary fica em um bairro rico da cidade e o pastor surpreendeu a todos quando anunciou que passaria a morar nas ruas como um “sem teto”.

Podendo escolher entre tirar uns dias pra ficar com a família ou participar de alguma conferência eclesiástica, ele passou uma semana de suas férias vivendo entre os sem-teto e mendigos de Paterson, cidade vizinha de Wayne.

Durante o dia, ele podia ser visto vagando pela cidade, parecendo apenas mais um homem sem ter para onde ir. À noite, ele se juntava a outros moradores das ruas, fazendo fogo em tonéis para manter-se aquecido enquanto as temperaturas caíam drasticamente. Várias noites ele dormiu rodeado de lixo sob o viaduto de uma estrada interestadual. Ele passou a escrever “mini-biografias”, das cerca de 50 pessoas que conheceu, para poder lembrar-se delas e de suas histórias de vida.

Por que ele fez tudo isso? Para o pastor, a explicação é simples: “Eu precisava entender o que eles estavam passando, eu precisava sentir a sua dor. Como eu poderia levar ajuda ou cura para as ruas se eu não sabia quais são as necessidades dessas pessoas?”

O pastor Keinath passou sete dias e sete noites nas ruas e agora sabe como essas pessoas pensam e a opinião que elas têm sobre as igrejas. Durante essa “semana de férias” em que viveu na rua, teve a oportunidade de pregar e orar pelas pessoas. Ele calcula que chegou a ter cerca de 75 ouvintes nas reuniões feitas na rua. “Não havia uma pessoa sequer , seja sem teto ou toxicodependente, que abertamente rejeitou a esperança que eu estava tentando oferecer”, disse.

Por isso, o pastor pretende mobilizar sua igreja e as outras da cidade a não olhar mais para os sem teto com uma atitude do tipo “tome um pouco de dinheiro ou comida e não me perturbe mais”. Thomas Keinath organizou em janeiro uma vigília de oração com outros pastores no parque Barbour Park, em Paterson. O tema foi “reconstruindo os muros e restaurando nossas ruas.”

“As pessoas têm de saber que vocês [cristãos] realmente se preocupam com elas. Isso é parte do que somos como crentes no Senhor. Minha identificação com eles derrubou muitas barreiras”, disse Keinath, que já pregou em 21 nações e entende esse como seu maior desafio.

Desde que voltou ao púlpito da Calvary, as vans da igreja estão buscando e levando os sem-teto que desejam participar dos cultos de domingos. Mas isso é apenas o começo do que o pastor está chamando de “solução a longo prazo”, que inclui a construção de um centro patrocinado pela igreja que pretende “abrigar os sem-teto ao mesmo tempo ajudá-los a recuperar-se, inclusive dos vícios em álcool ou drogas”.

Segundo Keinath, que afirma ter apoio total dos membros, a Calvary está seguindo o exemplo dado pelos cristãos de Cesaréia. No início do quarto século, a cidade foi atingida por uma praga. Enquanto todo mundo estava fugindo da cidade, os cristãos ficaram para cuidar dos doentes e moribundos.

Na ocasião, o historiador da igreja Eusébio escreveu: “Durante todo o dia, alguns cristãos cuidam dos moribundos e enterram os mortos. Há um número incontável de pessoas pelas ruas que não tem quem cuide delas. Enquanto isso, outros cristãos se encarregaram de alimentar os famintos”.

“Eu sinto”, explica o pastor, “como se Deus estivesse dizendo: Voltem para suas raízes. Volte para onde as pessoas estão sofrendo hoje”.

Traduzido e adaptado de Breakpoint e Calvary Temple Wayne
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E nós pelo que somos conhecidos?

Todos nós somos conhecidos pelos nossos feitos, ou por aquilo que somos. Uns destacam-se no campo da música, outros na literatura, artes, etc. Seja lá qual for o nosso talento, tudo isso nos é lícito.
Mas, na fé somos conhecidos pelo quê aos olhos uns dos outros? E aos olhos de Deus? Essa é uma resposta que cabe a cada um de nós responder a si mesmo. Porém, Cristo já nos deu essa resposta há muito tempo:

João 13.v35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.

Por toda a Bíblia somos incitados a nos amarmos uns aos outros, do A.T. ao N.T. o que pode até parecer estranho… Afinal isso não deveria ser algo natural em todos nós? Se pensarmos que partilhamos a mesma casa (Igreja), a mesma Fé e convivemos uns com os outros, como fazemos isso sem amor? Por hábito, costume ou rotina… Será por amor a Deus? Sim, mas… E pelos irmãos?

Logicamente não sentimos afinidade com todos que estão em nosso meio, porém isso não é impeditivo ao amor. Afinal quantas pessoas ajudam desconhecidos? Quer seja através de donativos, voluntariado, etc. Não é isso amor também?

Logo, se muitos que não são nossos irmãos na Fé agem desse modo… Amando o próximo como a si mesmo estarão eles a cumprir com a Palavra e nós não? O que é que isto vos parece?
Talvez por esse motivo me incomode tanto o termo “do mundo”, pois há uma infinidade de pessoas ditas “do mundo” que agem mais como nossos irmãos do que os próprios. E falo de um amor desinteresseiro, não desinteressado.
Então como há irmãos na Fé com esse conceito de amor tão distorcido? Ir à Igreja, Orar, Louvar, não chega para fazer uma irmandade e criar uma verdadeira comunhão. Há que saber quem precisa de apoio de algum modo e nos revelarmos disponíveis a tal, para que não haja constrangimentos.
Afinal, se partilhamos a mesma casa com alguém e essa pessoa está em apuros e não nos pede ajuda… algo vai mal! Ou somos nós que não nos demonstramos disponíveis para ouvir nem atentos para nos apercebermos, ou é a outra pessoa que não confia em nós. Mas como confiar sem conhecer? Se não se conhece… Como é que é nosso irmão? Deixo aqui outra palavra, não minha mas de Deus:

1Pedro 1.22 “… tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente.

Se somos constantemente exortados a tal, já desde esses tempos é porque por vezes não acontece. Ora é melhor olharmos bem em nosso redor pois há sempre alguém próximo a precisar de ajuda. Quem deixa o seu próprio corpo à fome ou ao frio? E quem deixa a sua própria vida à mercê do inimigo? A parábola do bom samaritano em Lucas 10.v25-36 explica muito bem quem é o nosso próximo. Talvez seja um irmão!
Ora se o mandamento é para amar o próximo como a nós mesmos, cuidemos do próximo como cuidamos de nós. Estejamos dispostos a ouvir e também a observar pois o silêncio também fala e por vezes muito alto!
Acima de tudo quando agirmos nessa conformidade lembremo-nos de não esperar nada em troca… Pois ao darmos, já estamos a receber!

Da autoria de: Liliane Mira

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