terça-feira, 11 de setembro de 2012

Facebook se alia a Apple e Google na “guerra contra o terror” na internet

Facebook apaga páginas do grupo muçulmano Hezbollah

Ninguém sabe do paradeiro de Hassan Nasrallah, chefe do grupo terrorista Hezbollah, há mais de um ano. Contudo, ele se tornou uma espécie de “celebridade” no Facebook. São mais de 20 grupos ativos, com muitos comentários em diferentes línguas como inglês, francês, hebraico e árabe, muitos falam bem e outros tantos o criticam. Existem fóruns que pedem sua morte. Há grupos chamados “Fãs de Hassan Nasrallah” e “Apoie o assassinato de Hassan Nasrallah”.

O próprio Hassan Nasrallah possui um perfil no Facebook, que é visto como uma estratégia do Hezbollah para aumentar sua popularidade entre os jovens.

“Ele é nosso único líder e estamos orgulhosos em ser seus amigos no Facebook” diz Hala Madi, xiita que vive em Beirute, um dos possíveis esconderijos de Nasrallah. É fácil encontrar lan houses no mundo árabe com pessoas visitando o perfil dele no Facebook, uns por curiosidade, outros para deixar comentários.

Avi Dichter, ministro interno da segurança de Israel e a Força de Defesa Judia na Internet diz que o estado judeu pediu a remoção da página de Nasrallah da rede social.

Esta semana, o Facebook apagou as páginas pertencentes ao Hezbollah e de sua rede de televisão, a Al-Manar. A decisão oficialmente partiu da própria rede social, devido à sua política contra o incitamento ao terror e propagação do ódio. A rede Al-Manar, recentemente, tentou sem sucesso abrir uma nova página no Facebook, sem mencionar diretamente o nome da estação. Curiosamente, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg tem origem judaica, tendo feito o bar mitzvah, quando completou 13 anos, embora já tenha declarado ser ateu.

No mês passado o Google e a Apple removeram um aplicativo de transmissão de vídeos do Hezbollah e da Al-Manar. No entanto, o Twitter se recusou a responder aos apelos de grupos de defesa para bloquear o Hezbollah, segundo noticiou o Jewish Daily Forward.

Steven Stalinsky, Diretor-Executivo The Middle East Media Research Institute descreve a presença do Hezbollah na web como “popular e sofisticada”. Ele descreve seus sites como “porta de entrada para suas páginas em plataformas de mídia social dos Estados Unidos – o que lhe permite espalhar a sua Jihad [guerra santa] Online”.

Apesar das opiniões divergentes, o jornal The Sidney Morning Herald informa que o Hezbollah protestou, pois afirma pregar a liberdade de expressão, dizendo que as pessoas são “livres para expressar o que quiserem. Se querem expressar seu amor por Sayyed Nasrallah o partido não os proibirá”.

Traduzido de United With Israel
Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Igrejas evangélicas viram celeiro de profissionais para músicos e bandas

Aldo Gouveia já flanou por bandas de rap ao melodrama de Fabio Junior  (Foto: Caio Kenji/G1)Aldo Gouveia canta com Fábio Junior e diz que Mano
Brown já foi a cultos atrás de músicos
(Foto: Caio Kenji/G1)

“Esse cara é bom, vem da igreja” é uma expressão comum, usada por músicos como Simoninha, na hora de avaliar alguns dos profissionais que trabalham com eles - no caso da banda do carioca, quatro dos sete músicos se encaixam na descrição. 

O papel preponderante da música dentro das inúmeras variantes de igrejas evangélicas no Brasil, criou, involuntariamente, um mercado paralelo de capacitação.
“A gente fala brincando, entre os músicos que não são religiosos, que não têm vínculo nenhum. É uma forma de dizer que o cara é disciplinado, maduro e competente. Tem muita gente dessas igrejas no meio musical, um acaba puxando o outro”, explica o filho de Simonal.
Alguns profissioanais, como Robinho Tavares, baixista de sua banda há 12 anos, chegam a atrair uma legião de fãs evangélicos por onde a turnê de Simonal passa. " Já virou piada. Vamos fazer show tem seguidores do Robinho, ele tem fãs no país inteiro."

Cantar é parte importante dos cultos evangélicos. Com a abrangência da oportunidade de integrar a parte musical do louvor, quem se converte muitas vezes acaba descobrindo um talento ou, pelo menos, a possibilidade de aprender a tocar um instrumento e cantar. O esquema é colaborativo, ou “mambembe mesmo, sem regra, ar condicionado, estrutura de sala de aula. É na base da repetição e autodidatismo”, como define o regente Nilton Silva, 37.

Como muitos talentos, ele cresceu no meio religioso. Seu pai, também maestro, logo que passou a frequentar os cultos recebeu a incumbência de tocar trompete. Sabia cantar, mas não tinha a mínima noção do instrumento de sopro. Em dois anos, assumiu o posto de professor e treinava novos recrutas.

“Meu pai é maestro desde que me conheço por gente. Ele aprendeu a reger sozinho e, depois que se converteu, passou a tocar trompete também. Aprendeu na marra, lendo partitura, estudando sozinho. O esquema é: senta aí e vai pegando com os que já sabem.”

Família Jackson
Nilton cresceu participando de corais gospel. Ele e os três irmãos formaram um quarteto na infância e faziam sucesso no cenário religioso. “Minha mãe aprendeu a tocar piano com meu pai e eles ensinaram tudo pra gente. Repetíamos o que eles mandavam, tínhamos uma voz boa, mas não sabíamos direito o que estávamos fazendo.”

Com o gogó afinado e popularidade nas igrejas evangélicas de Campinas, interior de São Paulo, aos 22 anos, ele dava aulas de canto particulares. Tinha seu cartão divulgado nos painéis dos templos e ganhava para ensinar o que sabia a quem estivesse disposto a pagar. Nessa época, resolveu montar um coral profissional. Convidou amigos e conhecidos competentes do meio e fundou o Kadmiel – segundo ele, o único coral do Brasil que não canta só dentro de igreja.

“A maioria dos contratantes não é evangélica, não tem vinculo nenhum. Em março, por exemplo, cantaremos no casamento da modelo Carol Trentini, em Santa Catarina. Ela não é evangélica. Trabalhamos muito bem nesse meio. Cantamos de tudo um pouco.”

A ideia transformou Silva em uma espécie de headhunter de backing vocals. Artistas como Simoninha, Paula Lima, Alexandre Pires, Sandy e Junior já procuraram por ele pedindo indicação ou até mesmo interessados em usar o coral em gravações de programas de TV, CDs e temporada de shows.

“A Paula Lima viu nossa apresentação e ficou encantada. Trocamos cartões e tempos depois ela queria indicação de cantoras para a turnê e gravação de CD. Minha irmã é do Kadmiel e foi backing dela durante um ano.”

Trampolim

Shirley Oliveira durante apresentação no bar The Orleans, em São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

Exportar talentos para o mundo secular passou a ser uma rota comum. Shirley Oliveira, 32, está como vocalista da banda do baixista Pixinga durante a temporada de shows que ele faz em um bar na zona oeste da capital paulista. Ela já fez segunda voz para Alexandre Pires, Jair Oliveira, Tânia Mara, Daniel e Jair Rodrigues. Foi para a igreja Universal aos 7 anos, influenciada por uma amiga.

Depois que virou cristã, enfrentou uma “peneira”, realizada pela esposa do pastor, que se encantou com o poderio de sua voz. Teve aula de técnica vocal, cantou em corais e, com o tempo, descobriu a profissão que queria seguir.

“Dos 7 aos 10 comecei abrir voz. Fiz regência com 15. Aos 16, descobri a música black gospel. Na época era VHS ainda, os colegas me davam fitas pra eu escutar. Fiquei apaixonada por esse tipo de música e fui de ouvido mesmo buscando ter aquele estilo, entonação vocal. Não tive estudo, fui pegando conforme era apresentada, ou descobria novas referências.”

Versáteis

O autodidatismo também deu a Aldo Gouveia, 42, um lugar cativo na banda do cantor Fábio Junior, com quem trabalha desde 2003. Antes disso, fez segunda voz em shows dos Racionais MC´s.
Segundo ele, o rapper Mano Brown chegou a frequentar alguns cultos atrás de cantores. “Temos amigos em comum, pessoas do meio. Ele precisou de backing em 96 e eu fiz alguns shows.”

Hoje, Aldo é produtor musical e tem um estúdio próprio no centro de São Paulo. Faz trabalhos para todo tipo de banda, mas considera a educação musical religiosa um atestado de qualidade e, principalmente, desenvoltura.

“Músicos da igreja têm que correr atrás. O acesso existe, mas não é uma formação de alto nível. Quem gosta, tem o sonho, se vira pra se capacitar. Com o tempo, isso foi formando um grupo seleto de profissionais mais versáteis, maduros e uma rede de contatos.”

Fonte:http://g1.globo.com

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